sexta-feira, 4 de setembro de 2009

I Fórum de Teatro de Grupo do DF


O Festival Cena Contemporânea 2009 e os grupos Teatro do Concreto e Companhia B de teatro convidam todos os grupos de teatro do Distrito Federal para participarem do I Fórum de Teatro de Grupo do DF, uma iniciativa que visa promover o fortalecimento dos coletivos teatrais locais por meio de trocas e reflexões conjuntas e potencializar a força política de ação desses coletivos.
Uma oportunidade para conhecer, refletir, debater, promover e disseminar o fazer teatral.


Inscrição:
Confirme sua participação enviando um e-mail para
concreto@teatrodoconcreto.com.br, confirmando a presença do seu grupo.

Maiores informações: 3226-0011

Ajude-nos a divulgar o I Fórum de Teatro de Grupo do DF e a recolher informações acerca do maior número de grupos de teatro do Distrito Federal.

O seu grupo no Guia de Teatro de Grupo do DF

Com o objetivo de fortalecer a produção teatral dos grupos do DF e dar maior visibilidade a esses coletivos criadores, o Teatro do Concreto lançará, até o fim de 2009, a publicação Guia de Teatro de Grupo do DF, que conterá informações acerca do maior número de grupos de teatro locais.
Para isso, contamos com a sua participação no Fórum e no preenchimento da ficha em anexo, enviando-a para
concreto@teatrodoconcreto.com.br .
Isso garante informações atualizadas acerca do trabalho do seu grupo na publicação.

Programação – I Fórum de Teatro de Grupo do DF

8h - Credenciamento e recepção dos grupos;

9h às 10h30 Mesa 1 – Teatro de Grupo no DF - Reminiscências e Perspectivas
Com Diretor Prof. Dr. Fernando Villar (UnB), jornalista e crítico Sérgio Maggio e Joana Abreu (Cooperativa Brasiliense de Teatro).
Mediação: Francis Wilker (Teatro do Concreto);

10h30 às 12h Mesa 2 – Teatro de grupo: Uma Experiência Estética e Política
Com Leonardo Lessa (Galpão Cine Horto/MG), Paulo de Moraes (Armazém Companhia de Teatro/RJ), Francis Wilker (Teatro do Concreto/DF) e Pedro Vilela (Grupo Magiluth/PE).
Mediação: Sérgio Maggio;

14h – Grupos de Trabalho
GT 1 – Como organizar/articular os coletivos teatrais do DF;
GT 2 – Propostas de políticas públicas para o teatro de grupo no DF.
16h - Apresentação do trabalho dos GTs na plenária e consolidação de um documento com as propostas para o Teatro de Grupo no DF.
Mediação: Companhia B de Teatro


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Teatro no Brasil



O teatro no Brasil tem suas origens remotas nas práticas de evangelização dos jesuítas no século XVI, mas só entra em pleno desenvolvimento nos séculos XIX e XX.




Origens




O teatro em terras brasileiras nasce em meados do século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Coimbra como missionários. Era um teatro, portanto, com função religiosa e objetivos claros: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.
O primeiro grupo de Jesuítas a desembarcar na
Bahia de Todos os Santos, em 1549, era composto por quatro religiosos da comitiva de Tomé de Sousa, entre os quais o padre Manuel da Nóbrega. O segundo grupo de missionários chegou à então Província do Brasil no dia 13 de julho de 1553, como parte da comitiva de Duarte da Costa. No grupo de quatro religiosos estava o jovem José de Anchieta (1534-1597), então com dezenove anos de idade.
A população estimada de 57 mil habitantes era composta por colonos, muitos deles criminosos, e índios em sua maioria de vida nômade. Os jesuítas mantinham os indígenas em pequenas aldeias, isolados de dois terríveis perigos: a vida desregrada e a escravidão impostas pelo homem branco explorador e o conseqüente retorno ao paganismo.
A tradição teatral jesuítica encontrou no gosto dos índios pela dança e pelo canto um solo fértil e os religiosos passaram a se valer dos hábitos e costumes dos silvícolas - máscaras, arte plumária, instrumentos musicais primitivos - para as suas produções com finalidades catequéticas.
Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural prescinde um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da
Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez com sucesso.