quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Precisamos de você

No canto direito, na minha frente elas estavam

Concentração, voz calma, fixamente se olhavam

Assunto delicado, ter filhos é mais complicado que imaginei

Sentei para me conectar ao mundo, quieto estava, quieto fiquei


O tema, já não era o mesmo, criou proporção,

Tão polêmico que chamou minha atenção

Momentos difíceis, pessoas doentes e sem esperança

Lágrimas de desesperos, uma família a espera de bonança


Médicos profissionais, bons, uns atenciosos e outros nem tanto

Ver a situação dos doentes esperando atendimento, que espanto

Horas e horas sofrendo, esperando, é uma eternidade ouvir te chamar

Alguns não resistem e ali mesmo deixam sua vida, outros ainda a agonizar


Socorro! Existe alguém que pode salvar esse sistema?

Esqueçam homossexualismo, racismo, mude o tema

Vamos fazer campanha, mobilizar o mundo nessa briga

Seja consciente, seja humano, doe sangue a favor da vida


Diogo Hamlet

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu queria mudar

Ritmos de sangue estão pulsando nesse momento

Lembranças, saudades, caminhadas, céu e vento

Movido por rimas, criado por lutas, vencendo

Olhar uma trajetória de suor acontecendo


Coragem? Eu acho que já não sei bem o que é

Queria poder correr pular o muro e cair em pé

Lá fora existe olhar enganoso sendo bem sucedido

Aqui dentro dessa caixa de vidro estou meio perdido


Quero voar, quero sentir o vento da liberdade

Não quero demorar, esperar, chegar a idade

Hamlet, vai cara, pula, a queda amigos amortecem

Não precisa de corda, é assim que coisas acontecem


Calma me deixa pensar,

Quero certeza de que vou chegar

Confio em você, sei que vou conseguir

Penso muito mais nela do que em mim


Conforto, cuidados e qualidade de vida

Só quero sair da caixa, se puder me manter na lida

Pague sua entrada e garanta seu lugar, já vai acender

Hora da mudança, de camarote veja acontecer


Diogo Hamlet

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MultiForme

Gritando, o sol subiu, cansado de trabalhar

O vento leva suas reclamações para todo lugar

Parece normal, sábado, mas hoje é diferente

Começa a tarde e termina a noite é o que tenho em mente


Família, amigos e curiosos. Som, vídeo e luz afinados

Concentração, nervosismo e o elenco? Animados

Acende a luz, o silêncio entra, rola música de cara

O publico recebe, entrega, sorri e se abala


Frenéticas emoções, apreciação do talento

Resultado de quatro meses, to que não me agüento

Juntos, de mãos dadas, suados e contentes

O publico de pé, aos gritos os aplaudem, todos sorridentes


A tão temida hora, olha aí, acabou de chegar

Não pelo o fim do espetáculo, mas por ter que deixar

Alegria que contagia, amizade que se inicia, são poucos os que tem

Final de curso, final de espetáculo, agora, só ano que vem


Diogo Hamlet

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Grande Dia








Quando o ponteiro se mostrou, do esconderijo saiu;

O barulho das chaves, o soar do alarme e o portão rugiu;

O silêncio vago, o olhar de quem ouve e conhece;

Quando eu chego em casa, aquele sorriso enlouquece;


Hoje fiz coisas diferentes, sou mestre em fazer sorrir;

Entrei fiz o que tinha que fazer, quando saí fiz o sorriso sumir;

Não pense que ofendi, maltratei ou insultei, o que fiz foi de coração;

Letras lançadas em folhas, sentimentos impressos, no fundo a canção;


No caminho pra casa, a música tocava;

Eu sorria, dirigia, imaginando sonhava;

Cheguei com vontade, falei o que tinha que ser dito;

Foram 4 meses de alegria, de corpo, alma e espírito;


Minha metade, feliz ficou minha outra metade radiante;

Depois de vários dias de luta, faltam só mais alguns instantes;

24 é o dia, 20 é a hora, 09 é o mês, o medo é o obstáculo;

Se você quer provar desse prazer, não percam nosso espetáculo;


Diogo Hamlet

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Culpa é da Cor

Quando enxergo os caminhos trilhados

Vejo luz negra refletida em roupas brancas

A claridade que impressiona os olhos

Preciso saber se vai ser franca

Ontem vi passar correndo por mim

Dois deles descalços, um magro e fedido

Parecia assalto, Não, não era o Neguin

Eu não fiz nada deve ser um mal entendido

Olhar azul com aquele sorriso aliviado

Cinto de munição, camarim e mesa de ferro

O barulho da sirene ao longe, ele diz: Coitado

Em cada esquina um clarão, mais um preto fora de circulação

Galego de boa aparência, você já pode sair

Todos comentam o ocorrido, felizes pela proteção

Os políticos, ajudam no crime e o neguinho?

PRISÃO

Diogo Hamlet

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Notícia

Hoje a notícia me deixou impressionado

No passado vivenciado de Feudalismo

Véu preto, grosso, com brutalidade rasgado

Precedido pelo nomadismo, sucedido pelo capitalismo

Hoje a notícia disse sobre libertação

Eu juro que vi apreensão no escuro

Dentes, olhos, mãos e pés sem direção

Tempos de alívio lembranças de quando foi duro

Hoje a notícia era livre e feliz

As marcas das correntes já cicatrizaram

Ainda existem pessoas que não olham no seu nariz?

Seu sorriso, sua expressão, seu olhar me conquistaram

Hoje a notícia parece se enquadrar

Olhe onde estamos e não vamos parar

Mídias sociais, mundo digital, família estruturada

Respeito, cota, uma parede preta, parece acabar

Hoje a notícia está em todo planeta

Curvas delineadas, para o paulista é da hora

Não me contive usei a caneta

Miss Universo é Angola

Diogo Hamlet