quinta-feira, 31 de maio de 2012

O Mundo gira parceiro




Egocentrismo é a característica que define as personalidades que consideram que todo o mundo e todas as pessoas giram ao redor de si próprio."

Sem muita vontade para escrever, e sem vontade de alimentar o egocentrismo alheio, queria apenas deixar uns pensamentos inspirados aqui.

Você, que ainda acredita que o mundo gira ao seu redor, e que todos os problemas são causa única e exclusivamente do que aconteceu NO PASSADO, pense.

Será que a vida para, quando as confusões acontecem?

O que faz uma pessoa pensar que depois do "já foi" e do "já passou", as coisas ainda continuam paradas naquilo?!



Hoje tenho um novo pensamento, hoje sei lidar com algumas situações, que normalmente costumavam me incomodar. Acho que o nascimento da minha filha há dois anos e quase cinco meses, me tornou uma pessoa mais antenada em como funcionam algumas coisas, não vou dizer que sou expert no quesito lidar com situações da vida, porém algumas lutas me deixaram mais forte e sem medo de encarar problemas, enfim quero compartilhar sobre alguns que ocorridos depois de alguns dias em que fiquei em silêncio e observação; o que vou começar a desenrolar aqui não é e nem nunca vai ser específico a alguém que eu conheça ou que faça parte do meu convívio, estou falando em um contexto abrangente pontos comuns em várias pessoas me inspiraram para escrever esse texto.

Ontem tive um momento especial com minha filha, um doce de menina, superinteligente cada dia mais surpreendente; confesso que educar filhos é, talvez, a tarefa mais difícil imposta ao ser humano. Nunca temos certeza se estamos acertando ou errando e esta dúvida perdura a vida toda. A certeza de estarmos fazendo a coisa certa nunca temos, afinal, ter certeza de alguma coisa já é bem difícil, pois a vida é feita de incertezas. O que podemos fazer é tentar errar o menos possível. Isto sim está em nossas mãos.

Esse assunto é delicado: O mimar demais, por exemplo, para entendê-lo é preciso primeiro entender o amor. O amor de um pai e de uma mãe por um filho é imenso, descomunal, chega a não caber no peito e em nome deste amor, alguns pais podem cometer alguns deslizes. A partir do momento em que a criança nasce ela precisa que suas necessidades básicas sejam satisfeitas, como alimentação, proteção e carinho. O mimo começa quando os pais satisfazem mais do que a criança precisa. O mimo é o excesso de tudo: de cuidados, de paparico, de apego, mas mimo não é demonstração de amor.
Muitos pais não permitem que o filho aprenda com seus erros e tentando evitar que este filho sofra, resolvem tudo por eles.

Resolvem a briga com o coleguinha da escola, fazem a lição de casa para o filho ao invés de ajudá-lo a fazer, resolvem tudo por ele, presenteiam demais sem ter um porquê, se algum brinquedo quebra, correm para comprar outro (o certo seria tentarem consertar o brinquedo juntamente com a criança, assim ela aprenderá a consertar suas atitudes quando for mais velha), enfim, coisas que não permitem que o filho cresça.
Este mimo transforma a criança em um adulto inseguro, que acha que tudo que fizer não será bom o suficiente, sem confiança em si mesmo, afinal, sempre fizeram tudo por ele, não é? Ele cresce sem acreditar que pode. Cresce sem força.
A criança naturalmente gosta de participar de tudo, gosta de ajudar e gosta de mostrar o que faz. Quantas vezes a minha esposa lavando louça e a minha filha quer ajudar? Nestas horas a deixamos tentar. Não criticamos, pois ela estará fazendo dentro das limitações próprias da idade, e elogiamos muito a iniciativa dela de querer fazer e querer aprender algo novo.
A função principal dos pais é preparar o filho para o mundo, e no mundo provavelmente eles receberão muitos “nãos”. A criança mimada transforma-se em um adulto que não sabe receber um “não”. Ele se desestrutura e tentará de todas as formas manipular a situação para conseguir o que deseja.
Isso acontece porque, provavelmente, criança todas as suas necessidades foram mais do que satisfeitas, então ela não aprendeu a lidar com as frustrações. Nós não temos tudo o que queremos, não é? Nem tudo o que desejamos, e geralmente nos damos conta disso, mas o mimado não consegue. E sofre muito quando não realiza algum desejo ou quando percebe que o mundo não gira somente ao seu redor (como era quando criança), trazendo inclusive sofrimento para os pais.
Muitos mimados recorrem outras coisas (drogas, bebidas, noites fora de casa, alta velocidade em carros) como forma de fugir de um mundo tão cruel que não continuou o que os pais começaram, não conseguindo suprir todos os desejos. E os pais inconformados com a ira do destino, não entendem como o filho pode ser assim, sendo que deram de tudo pra ele.
O mimo está intimamente ligado à dificuldade dos pais de colocarem limites nos filhos e no seu próprio apego. Amor não é apego. Amor é criar com o coração e com a cabeça junto, fui claro?
As crianças precisam vivenciar experiências de ganhos e perdas, brigas e fazer as pazes, dividir, compartilhar, e é assim que elas vão aprendendo a viver em sociedade, para que quando se tornarem adultos aprendam seus limites, os limites do outro e principalmente respeito, sabendo se posicionar diante de qualquer situação sem julgamentos e acusações desnecessárias só pra fazer parte de um convívio onde não se tem assunto e o inventar ou fantasiar torna-se algo necessário para alimentar sua natureza animal de destruir a alegria de alguém.
Procure amar seu filho(a), mas principalmente crie-o(a) para o mundo, é a sua experiência como pai e como mãe que pode transformá-lo(a) em uma pessoa de caráter, firme e que aguenta as pancadas que a vida vai dar com certeza.
E pra finalizar minha mensagem agora vai pra você que já é grandinho(a) e que vive como se não fosse, de forma que vive buscando ser notado, fazendo dos outros alguns degraus pra chegar a ser o mais legal, ou mais confiável, ou mais importante tenho que concordar com você que, autoestima é FUNDAMENTAL, mas, acreditar que a importância que você tem ou que você teve na vida de uma pessoa vai governá-la para sempre é egocentrismo.
A vida continua acontecendo, a fila anda, novas pessoas entram e saem, novos problemas acontecem e quem vive de passado é museu!
Mude seu foco, siga em frente e pare de pensar que tudo é uma indireta (ou direta), pra você! A importância que você teve ficou exatamente onde a história acabou!

Diogo Hamlet

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Beber, Cair e Levantar


E aí povo do meu Brasil, galera animada, amigos das grandes festas, pilhados do meu dia a dia, companheiros da cervejinha na sexta...Ops eu não bebo, deleta então, e por falar em bebida estou evitando até refrigerantes, mas esse final de semana vai ser complicado tenho festa pra ir e pra cobrir sexta, sábado e domingo, “#puts” mas vai ser muito legal, preciso me divertir também né, não que eu seja melhor que ninguém, jamais, mas creio que sei me divertir sem perder a noção da realidade. E hoje quero justamente falar sobre isso. O que mais vejo em noticias de festas e comentários pós eventos é que o que mais interessa nos dois litros de refrigerante são as garrafas pet. São nelas que os jovens, meninos e meninas de 15 a 18 anos, invariavelmente misturam os litros de bebidas destiladas. Pode ser cachaça da mais barata ou, quando a coleta de moedas entre eles permite, um litro de vodka - de qualquer procedência. Pronto, o "tubão" já pode passar de mão em mão, ou melhor, de boca em boca. Agora é só sair por aí, aprontando.
Em qualquer lugar da cidade a cena se repete diariamente. Pode ser na mais distante satélite ou no centro de classe média de Brasília. Até na saída das escolas, tanto públicas quanto particulares, o "tubão" faz sucesso. E não importa se é de dia ou de noite. Longe de ser apenas uma estimativa, a constatação é de que os jovens começam a beber cada vez mais cedo. O principal motivo, em minha opinião é: a facilidade com que as pessoas têm acesso às bebidas alcoólicas. O número de pontos de venda cresceu assustadoramente. Além disso, com a complacência dos pais, eles são abastecidos igualmente em casa, nos bares e nas festas.

Conversando com uma colega ela me disse não se lembrar direito, mas acha que tomou só dois porres este ano. "Não fiz nada de errado, só me arrependi por ter passado mal no dia seguinte", comentou, salientando que está aprendendo a se controlar. Para muitos adolescentes, beber junto com a turma passou a ser o principal programa da semana.
Observando a chegada de meses festivos, percebo algumas conversas sobre o assunto e ouvi em uma delas: “Comecei a beber aos 17 anos, para acompanhar a galera, mas agora já estou acostumado com a bebida, pra beber comigo o cara tem que ser bom de bico, fico mais descontraído e corajoso, as mina piram", se vangloriando. Nas madrugadas, principalmente dos finais de semana, essa galera de hoje ficam na rua, fazendo o que eles hoje chamam de "zuar". Perdem o controle. Também percebo que os jovens frequentam as festas cada vez mais cedo e, que, na maioria delas, o consumo de bebidas para menores é totalmente liberado, “open bar”. Entendo isso, como falta de maturidade a maioria dos jovens desconhece o que é beber com responsabilidade.  "Por isso perdem o controle quando bebem". Ahhh Diogo então você não é contra as pessoas beberem? Não.

A violência provocada pelo descontrole dessas turmas é responsável pela morte violenta de jovens entre 15 e 24 anos. Quando não são as brigas entre eles, os acidentes de trânsito provocados pelo abuso no álcool inflacionam as estatísticas. O fenômeno do aumento de alcoolismo entre jovens é no mínimo preocupante. Que o alcoolismo está se tornando cada vez mais alarmante não é novidade. "No entanto, é preciso tomar conhecimento de que a situação está ficando fora de controle". Lendo uma matéria recente, me assustei quando vi que o número de mortos e de incapacitados devido ao consumo de álcool em todo o mundo equivale à soma dos óbitos causados por pressão alta e pelo fumo. Por isso, reconheço que uma política sobre o uso do álcool não é mais uma questão nacional, mas sim de saúde pública mundial. O alcoolismo é uma doença, além dos problemas físicos e emocionais, o álcool está direta ou indiretamente ligado à maioria esmagadora das ocorrências policiais e dos registros hospitalares.

No meu entender, uma das principais causas desse comportamento está ligada ao mau funcionamento da sociedade. Propagandas ditando como ser, agir, se vestir e a falta de monitoramento dos pais na vida de seus filhos, podem ser consideradas ações contundentes para os jovens, que não tem maturidade para discernir sua postura diante dos fatos corriqueiros da vida.

 Assim, quando vêem o pai ou mãe, tomar um comprimido para relaxar, um drinque para aliviar as tensões, vai ter como referência que seu bem-estar está diretamente associado a adicionar algo, como álcool, para obtenção do prazer. Contudo o resgate de valores familiares e atitudes simples, como, elogiar e dar afeto aos filhos, conversando sobre qualquer assunto, sem tom autoritário, pode afastar a possibilidade da criança buscar futuramente na bebida alcoólica, sua sensação de prazer. A pressão social dos grupos de amigos, também é fator determinante para o uso do produto. Incentivar os jovens a praticar esportes, estar envolvidos com atividades “artísticas”, de trabalho voluntário é uma maneira de orientá-los a adquirir hábitos saudáveis, é fundamental que a sociedade, o estado e a família tenham consciência dos malefícios do uso abusivo do álcool.

Quanto mais cedo se começa a ingerir álcool, mais precocemente o organismo reagirá. No Brasil, as estimativas são de que o alcoolismo consome mais recursos do que todo o orçamento da Previdência Social, você tem noção do que é isso? Além disso, mais da metade dos acidentes de trânsito no país estão relacionados ao consumo de álcool, também causa de 87% dos casos de agressão registrados nas delegacias da mulher, porra Brasil, acorda. O adolescente não vai por conta própria atrás de informações sobre os malefícios das bebidas alcoólicas, por isso, além de medidas restritivas, uma das principais ações para tentar reverter essa situação é:

Cri...Cri..Cri...Cri...

Não sei, mas vou pensar, mas do jeito que tá não dá.

Diogo Hamlet

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Olha de novo


Bom, dia, tarde, noite e hoje é segunda feira. A neblina tomou conta da cidade, não se enxergava nenhum palmo a sua frente, sabe aquela sensação de encontrar alguma coisa depois das nuvens, pois é foi com essa cena que encarei meu primeiro momento do dia. Já meu final de semana foi produtivo, cansativo e claramente proveitoso, eu gosto de falar sobre como estão às coisas comigo por que todo dia me pego entendendo meu valor no mundo, entendendo minha missão como pessoa, cada atitude feita de coração em prol de ajudar alguém, me ajudo, me fortaleço, cresço e nesse final de semana eu pude contemplar isso com mais afinco. Bom, vamos ao assunto de hoje, eu tenho o hábito de observar, simplesmente por não ter a todo tempo um assunto interessante pra puxar, na maioria das vezes estou brincando, mas, não é sempre que as pessoas estão nesse clima de brincadeiras e graças a Deus, isso geralmente é perceptível com a prática da observação, é muito glorioso ver pessoas com tanta transparência, o macete de lidar com essas pessoas é desencanar que o problema é com você, e respeitar o espaço delas, logo, logo, você sente que a pessoa esta como sempre. Isso me fez vivenciar inúmeros momentos desagradáveis na vida, acho que houve forte contribuição o fato de eu ter sido pivô de vários desapontamentos por insistir na pergunta: “O que você tem?”, os vastos estudos ainda não acharam respostas concretas, que diria eu, um mero mortal. Mas foi assim que encontrei aquela tal luz no fim do túnel e achei depois do seu brilho a formula mágica da harmonia familiar, social, religiosa e profissional, quem quer brigar? Se estressar? Comentar? Julgar? Falar mal? Se livrar? Se essa uma pessoa simplesmente não invade seu espaço, não passa da linha do inconveniente, que não é pedra de tropeço, que não é alguém que vai te atrapalhar na estrada da vida, quem? Ninguém. O grande problema de você ser tão legal, tão atencioso, tão gentil, é a dificuldade que você vai ter caso resolva não estar bem, o senso de observação pode não ser reciproco, pode não ser observado com o cuidado que você observa e aí sim o que você tanto evita vai virar por algumas horas ou dias seu maior inimigo: O que você tem? Você não é assim. Às vezes, realmente não é nada, você só não quer brincar, pelo menos algumas vezes é bom estar introspectivo, calado, meditando, ouvindo, degustando, aprendendo. Quem me entende? Quem arrisca tentar me entender? Quem pode imaginar como sou feliz em conseguir fazer alguém sorrir? Tudo na vida tem um preço e todo preço é alto quando existe no pacote a palavra relacionamento.

Esse texto exige concentração pra entender, confesso que tá confuso, mas às vezes é assim que me sinto, tem um filme chamado: “Dança comigo” com Jeniffer Lopes e Richard Guere, que conta a história de um empresário, que em um determinado momento da vida, ele se sente tão completo, tão feliz que precisa de algo diferente e com medo de contar a esposa e ela se chatear achando que ele não está satisfeito com o casamento, começa a fazer dança de salão escondido, o que gera um comportamento fora do padrão e na mente “feminina” da esposa ele está a traindo, e depois de contratar um detetive para segui-lo, tem a surpresa.

O filme é fantástico eu gostei muito de ter assistido, sempre está passando na TV paga eu paro e assisto nem que seja alguns pedaços, me identifico com esse filme, por que muitas vezes os padrões sociais, reagem de forma erroneamente intuitiva, quando a mudança de atitude do homem. Sempre está intrínseco que há traição. De fato a sociedade pós vicio midiático, tem a certeza de que onde a fumaça há fogo. Na minha atual realidade não vejo motivos claros, para pensar assim, me condenem se quiser, mas eu ainda confio nas pessoas mesmo não recebendo essa mesma confiança de volta. É claro que com moderação, mas volto a bater na tecla das “expectativas”, quando você passa a entender que o ser humano é falho e que ele pode um dia te decepcionar , você passa a valorizar mais o seu Eu, você então descobre que, você é amoroso, você é pai, você é amigo, você é marido, você é chefe, você é líder, você é fiel, não porque aquela pessoa merece o seu respeito, mas por que o seu caráter é assim, ser assim é ser você, sem ter um por que ou um por alguém, simples assim. Sem mais, é isso não espere meu julgamento por uma coisa que você fizer certo ou errado, pra mim você será sempre muito querido(a), a menos que ultrapasse a linha tênue entre liberdade e libertinagem.

Diogo Hamlet

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Quem se importa?


Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite, como estão todos vocês? Espero que muito bem caminhando para o sucesso. Hoje quarta-feira, acordei com disposição, bem menos cansado que nos últimos dias, o sol não veio e a neblina e o frio vieram tomar café comigo, está sendo gostoso receber essas visitas logo cedo, gosto desse clima frio, bom, estou frequentando com bastante assiduidade a escola da vida e todo dia é um aprendizado diferente e como de costume quero compartilhar com vocês alguns pensamentos que me ocorreram.
Quem nunca ouviu: “Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam”. Faz parte do texto “Um dia a gente aprende”, de William Shakespeare e eu confesso que, desde que li este texto pela primeira vez, penso muito nele e concordo com cada vírgula que está ali. Eu poderia escrever sobre qualquer frase desse lindo texto, que vale muito a pena ser lido, mas escolhi esta em especial porque, na minha opinião, é a frase mais forte e mais certa contida nele, e explica muitas coisas que sentimos em relação a outras pessoas.
Algumas vezes, convivemos com pessoas que, por mais que façamos por elas, estas são incapazes de valorizar as nossas atitudes, e acabam até machucando o nosso coração. Neste momento, nos sentimos completamente perdidos e ficamos fazendo aquela insistente pergunta: “aonde foi que eu errei?”. Muitas pessoas (eu, por exemplo) têm o terrível hábito de acreditar que são culpadas por todas as coisas ruins que acontecem em suas vidas e ao seu redor, sem perceber que nem sempre quando somos feridos por alguém significa que fomos nós que fizemos algo que a levasse a isso, a tal da expectativa(ainda trabalhando nela) que falei no texto anterior. Na maioria dos casos, é a própria pessoa, por livre e espontânea vontade, que decide agir de tal maneira, simplesmente porque ela não se importa nem um pouco com você, por mais que você se importe com ela e queira sempre o melhor. Mas isso também não significa que esta pessoa não goste de você. Pode significar apenas que ela não tem maturidade o suficiente para reconhecer os atos de amor e entrega que são dedicados a ela.
É uma dura e fria realidade. É claro que não fazemos as coisas pensando em retorno, mas esperamos pelo menos um mínimo de consideração por parte do outro. Mas essa consideração muitas vezes não vem. Algumas pessoas simplesmente são incapazes de enxergar e dar valor às atitudes das pessoas que as amam e, como se isso não bastasse, ainda ferem de morte as pessoas que elas mesmas mais amam, mas talvez ainda não tenham se dado conta disso.
Cada pessoa tem a sua própria maneira de amar, e não podemos dizer qual é a maneira certa e qual é a errada, afinal, não existe certo e errado em um mundo com tantas pessoas diferentes, de gênios tão diversos e que carregam dentro de si os mais variados medos e traumas, que influenciam diretamente na maneira de ser, pensar e agir, por isso não se importar não significa não amar, não querer perto, desprezar. Muitas vezes, só damos valor às coisas quando já é tarde demais, quando o tempo já passou, quando a pessoa amada já partiu ou quando a situação já está crítica demais para ser solucionada. Isso é uma atitude normal do ser humano, alguns fazem com mais freqüência, outros com menos, mas todos nós, pelo menos uma vez na vida, já agimos dessa maneira. As experiências de vida nos fazem perceber, cada dia um pouco mais, que devemos aprender a agradecer e a expressar os nossos sentimentos às pessoas que nos cercam, pois um dia elas não estarão mais lá e nós simplesmente perderemos o que pode ter sido a última chance de dizer um “eu te amo”.
É muito difícil dar o melhor de si e não esperar nada em troca, afinal, acreditamos que o nosso melhor merece um reconhecimento, pois só nós sabemos o esforço necessário para dar esse melhor, mas, infelizmente, e isso é um fato que não há como ser mudado, encontraremos por nosso caminho pessoas que amaremos muito, que moveremos céus e terras por elas e estas simplesmente agirão como se nada estivesse acontecendo, como se não estivessem vendo nenhum dos nossos esforços. Algumas destas pessoas acordarão para a vida em tempo hábil, darão valor às suas atitudes e, provavelmente, caminharão ao seu lado por muito tempo; outras continuarão cegas diante da realidade, e só se darão conta de tudo o que você fez e significou para elas quando você já tiver partido, quando já for tarde demais para te reencontrar. Não importa qual tipo de pessoa você encontrará pelo seu caminho, o que importa mesmo, é que quando realizamos boas ações sempre somos lembrados e valorizados, independente do tempo que isso demore, mesmo que você nunca saiba e nem veja, a pessoa um dia vai se lembrar de você, vai sentir saudades e vai perceber o quanto você a amou. Tudo nessa vida é uma questão de tempo, pois é o tempo que nos traz as experiências e a maturidade. Às vezes somos adultos, mas agimos pior do que crianças mimadas, mas, acredite, só fazemos isso para nos defender dos nossos próprios fantasmas.
O mais importante de tudo é dar o nosso melhor sempre, e não importa se o outro não se importa, o que realmente importa é que você se importa, e tudo aquilo que se faz com amor e entrega verdadeiros, volta para nós como créditos de felicidade.

"Desde cedo aprendi que a maioria das pessoas não se importam, realmente, umas com as outras, senão na medida em que se convêm ou desconvêm umas as outras."(A. Amaral)

Diogo Hamlet

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Expectativas


Saudações humanas para meus seguidores. Como não consigo escrever a um tempo, vou tentar passar por aqui pra deixar um pouco das atividades que tenho feito. Estou com muitas tarefas diárias, isso tem me consumido, tem preenchido todo o meu tempo, estou com dificuldades pra dormir (tempo), de ter vida social, de parar pra pensar, mas graças a Deus estou crescendo profissionalmente estou finalizando minha pós-graduação que vai arregaçar as portas pra tudo o que tenho muita vontade de fazer. Como de costume, depois de falar um pouco de mim entro em temas e/ou assuntos sobre relacionamento entre seres humanos, especificamente hoje, descobri um defeito meu, que foi corrigido mentalmente falta fazer com minhas atitudes passem a assumir essa nova postura, não se assustem que não vou me transformar em um monstro, porém houve essa necessidade de repensar sobre como estava agindo, não vou prolongar, vou dizer o que mudei. Eu desde que descobri que tinha potencial pra me adaptar a qualquer ambiente de trabalho, tenho executado todas as minhas funções com muita dedicação e profissionalismo, o que me atrapalhava muito eram as EXPECTATIVAS. Como assim Diogo, expectativas não são boas? Sim, eu sei, com certeza são boas, porém quando não se tem expectativa o que vier é lucro, e um dos meus defeitos sempre foi, se eu não obtenho o resultado desejado eu me frustro, se você me trata de um jeito durante um tempo e depois muda seu tratamento comigo eu sinto, se você reage de uma forma que eu não esperava me sinto mal; e por que isso? Porque eu coloco expectativas nas pessoas! Durante muito tempo da minha vida ficava em casa me lamentando, me culpando, achando que o errado pela a pessoa estar agindo assim era eu, quando de verdade o problema sempre esteve nas minhas expectativas, durante toda a minha vida eu aloquei em mim um sentimento de nunca se apegar a ninguém justamente por pensar que daqui uns dias essa pessoa iria embora ou tomaríamos rumos diferentes e o que de fato acontecia com muita frequência e isso me tirava muitas lágrimas, muitas dores no peito. Eu sofria de verdade porque sempre achei que todos à minha volta eram pra sempre, e quando eu falo que a vida é uma escola pra quem quer mudar de estratégia, falo com propriedade, por que Graças a Deus hoje aprendi a balancear o coração e a razão sem afetar o profissionalismo e respeito. Ainda estou em processo de aprendizagem e adaptação desse novo Diogo, são raras as pessoas que não vão sentir essa mudança, por que as que realmente se importam comigo, estão do meu lado me ajudando nesse processo. Mas Diogo, isso não é ser radical de mais? Depende. Acredito que a qualidade de vida que você anseia ter, depende única e exclusivamente de você, ainda que Deus tenha me presenteado com amigos que me socam com várias verdades, o proceder da mudança tem que partir de mim.


'Pai quantos espinhos eu pisei Senhor não foi fácil, mas eu cheguei. Muitas pedras me atiraram. Sei que errei. Muitas lágrimas rolaram, já sequei. Me ajoelhei, chorei, clamei. Eu caí mas Me deu forças pra levantar outra vez; Senhor, sei que pra Ti tenho valor. E que posso confiar no seu imenso amor. Porque mesmo sendo pecador, me amas como sou, Senhor!'(A verdade Dói mais liberta – Mano Reco)

Então queridos seguidores, termino esse texto em meio a muitas lágrimas, lágrimas de alegria por que desde que me decidi como SER HUMANO, tenho vivido melhor do que mereço e em meio as inúmeras dificuldades me sinto acolhido nos braços do PAI.

Diogo Hamlet