segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Amigos? Quem Precisa deles?

Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite , hoje acordei lembrando de momentos que tive a oportunidade de vivenciar, e de quantas pessoas já passaram por minha vida, umas ficaram, outras, eu nunca mais vi. Outras que podem se passar vários anos, quando nos encontramos parece que sempre esteve presente, outras que eram bem próximas hoje eu nem falo mais, existem outras que entram na minha vida e em pouco tempo se foi, outras eu mesmo optei em tirar da minha vida, outras que criaram expectativas sobre mim se frustraram e se retiram.
Enfim, estava eu aqui pensando no papel das pessoas que passam por nossas vidas, tantas chegam e ficam por muito tempo, dividem momentos, histórias, alegrias, tristezas, outras tantas passam tão rapidamente, mas tão profundamente, que sua marca dura por muito tempo depois que elas se vão, além disso, como é diferente a forma com que elas entram na nossa vida, tantas são fortes como um trovão, um raio riscando o céu rápidas, brilhantes, vivas, barulhentas, tumultuosas, tantas são como as nuvens no céu, rondando, rondando, mas sempre presentes, que de repente se tornam indispensáveis, todas elas se vão e isso não significa que vão para sempre podem voltar, eventualmente mas o trânsito está sempre livre todos têm liberdade para ir e vir, a vida é mesmo essa eterna passagem esse eterno caminho onde as pessoas vem e vão, e se cruzam, e dizem adeus, e são importantes num momento, desimportantes em outro, presentes em um momento e ausentes em outro o problema está em aceitar que as coisas vão, as pessoas vão o certo mesmo seria entender que é isso. Hoje você está, amanhã não está mais hoje alguém é importante, amanhã não é mais, e o que há de errado nisso? Nada! Não há nada de errado, pois se tudo fosse parado e estático, não aprenderíamos nada de novo a graça da vida está nas idas e vindas são as idas que nos fazem entender que os momentos precisam ser vividos intensamente, seja quais forem eles, tristes, alegres e são as vindas que nos trazem as novidades, as novas experiências, o autoconhecimento, a renovação dos sentimentos, entender isso faz com que tudo seja mais leve, não potencializar os momentos em que as pessoas e os sentimentos vão como uma coisa terrível é o segredo para extrair desses momentos todo o crescimento que eles podem trazer para nós, o conselho é esse leveza, pra entender que as pessoas vêm e isso é ótimo e pra entender que as pessoas vão, o que também é ótimo, para existir a renovação, ação, nova renova.
Uma vez li em algum lugar: Muitas pessoas passam pela nossa vida, mas são poucas as que permanecem! (Guito Kryptonite)
Nunca uma frase se aplicou tão bem a vida de alguém. Ninguém sabe o quanto eu adoro os meus amigos contudo, tenho a noção que sou um exageradamente "desligado". Não é por mal, de forma alguma, apenas não sou daqueles pessoas que insistem constantemente a atenção dos amigos, eu chamo uma vez, duas, três mas quando vejo que de alguma forma estou incomodando ou sendo inconveniente eu abro mão de tentar e deixo acontecer. Confesso, que por vezes se não forem eles a mandarem uma mensagem ou fazerem um telefonema, eu simplesmente não digo nada também. Porque? Quem sabe!  Sou assim mesmo.
Sou adepta do "Olá. Tudo Bem?" "Olá. Sim e contigo?" "Também."
Procuro alguém quando preciso dessa pessoa, não sou, de todo, pessoa para fazer de corpo presente, minha vida é muito on-line, se você recebe minha visita saiba que você tem muito valor pra mim.
De certo que já perdi muitos amigos por ser assim, contudo, também já conservei alguns. E afinal de contas, os que são importantes ficam! Eu sei que eles estão lá para quando eu precisar deles e eles sabem que eu estou sempre aqui quando forem eles a precisar de mim.
De tudo tiro uma lição: “O tal do ame ao próximo como a ti mesmo, é um mandamento que dispensa entrelinhas, o seu semelhante é seu amigo veio deixar e vai levar algo de bom, pode haver ou não conexão, pode te levar te levar ao ápice da alegria ou pode ser a sua maior decepção, mas o molde do ser humano que você é hoje teve participação de cada um desses amigos, colegas, conhecidos, seja você sempre e só atraíra aquilo oferecer.”

Amigos eu preciso de vocês. Sempre.

  


Diogo Hamlet 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Governo, a droga que mais mata no Brasil

Bom Dia galera, hoje quero o fazer um resumo rápido da minha quarta feira, acordei com fortes dores abdominais e na lombar, causada por um circuito de atividade física um pouco avançado de mais para quem estava voltando a pratica dos mesmos, enfim.

Dores essas que me impediram de levantar, sem conseguir se movimentar normalmente, achei por bem procurar um especialista (Médico), para me receitar algum relaxante muscular e verificar se não houve nenhum dano maior, as 8h da manhã saí de casa, passei por vários hospitais em Brasília mais especificamente Plano Piloto e Sobradinho(onde moro) e de 8h da manhã até as 19h não consegui atendimento, pois a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), suspendeu no dia anterior, 41 operadoras e 150 planos de saúde e infelizmente o meu estava incluído nessa leva.

Aí pensei, vou em sobradinho que lá tem um posto de saúde e vai ver consigo um encaixe e sou atendido, “Sonho meu(8)”... Ao chegar no posto de saúde a notícia: “Hoje não estamos atendendo a médica faltou.”

Depois de esgotadas minhas opções só me restava ir ao Hospital de Sobradinho, infelizmente era a minha única alternativa, chegando lá fiz a minha ficha, que foi bem rápido, fiz a triagem que foi mais rápido ainda e aí é foi onde a minha revolta chegou ao ápice, a mulher que me atendeu, olhou pra mim por alguns minutos, e como eu não estava fazendo escândalo e nesse momento por uma questão de honestidade não usei meus dons artísticos para simular uma dor platônica e um estado gravíssimo de saúde, fui classificado como VERDE, pra quem não sabe significa POUCO URGENTE, e tenho até 120 minutos para ser atendido.

Me sentei e pensei: "Vai que algumas pessoas desistiram, vai que passa rapidinho.” Foi quando perguntei as 22he15min pra uma senhora que estava do lado. Tem muito tempo que a senhora está aqui? R: "Estou com meu marido desde as 08h da manhã..."

Embasbacado voltei ao atendimento e perguntei quantas pessoas tinham na minha frente e qual era a previsão de atendimento, prontamente com muita segurança e com um tom de é melhor você ir embora o atendente me responde: "Olha posso te adiantar que vai demorar, tem umas 250 pessoas na sua frente e mais algumas que estão em classificação AMARELA." Que significa URGENTE e eles tem 60 minutos para serem atendidos.

Resumindo passei o dia todo fora de casa e não consegui ser atendido em lugar nenhum, me automediquei arriscando ser um problema maior, mas não aceitei ser tratado como animal.

Estamos em 2013, ano de manifestações, ano em que supostamente tínhamos acordado pra essa corrupção e falta de respeito com o cidadão.

E agora eu te pergunto como será 2014?

Como será sediarmos uma copa do mundo e ano em que vamos eleger os nossos representantes?

Eu até então conseguia evitar atendimento em hospital público, agora me coloquei no lugar das pessoas que só possuem esta opção, quanta humilhação, quantos maus tratos, é revoltante viver em um país como esse.

Diogo Hamlet

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A melhor defesa é o ataque, Será meu Deus???





Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite aos leitores, fãs, amigos, parceiros e simpatizantes hoje no blog vou discorrer sobre um tema que é frequente entre casais e que de alguma forma vai minando aos poucos o relacionamento a ponto de você cogitar a hipótese se uma possível separação, não que seja um motivo plausível, mas o fato de ser tão fútil e tão infantil com a sua constância e insistência em se repetir acabam desgastando tanto a vida a dois, que infelizmente exige mudanças radicais ou separação necessária. O que na verdade quero com o texto é tentar de alguma forma alcançar o máximo de casais possíveis, na esperança de um dia ouvir depoimentos de pessoas que eram assim e hoje encontraram um equilíbrio. Então vamos ao que interessa. 
Em recente reflexão e observação feita em casa e entre outros casais de amigos pude reincidentemente perceber que um dos argumentos mais repetidos em discussões é também um dos mais vazios e improdutivos. De um lado a(o) intolerante que não sabe relevar nada e precisa falar, ou pra descarregar ou pra simplesmente ser chato(a) mesmo, do outro lado tem o rebatedor(a) que não pensa duas vezes antes mandar uma resposta a altura pra jamais ficar por baixo da situação, vejamos um exemplo:

- Ah… mas quando é você, você faz isso e também aquilo e mais aquilo…
- Ah ... mas eu só fiz isso por que você fez aquilo e aquilo e mais aquilo...
- Ah... faz você primeiro se você fizer consequentemente eu irei fazer, mas quero ver resultado em você primeiro...
- Ah... Eu não sou obrigado a fazer isso, só por que você quer, e eu tenho que fazer por que?

 - Bora ao cinema?
 - Ver que filme?
 - Velozes e Furiosos 7?
 - Você sabe que não gosto desse tipo de filme
 - Mas eu gosto e quero muito ver esse filme.
 - Então vai só.
 - Mas eu quero ir com você.
 - Então vamos assistir um que eu goste?
 - Tá bom, qual filme você gosta?
 - Sabe que amo filmes de terror!
 - Mas eu odeio Filme de terror.

Pronto e nunca temos um fim. Está armado o cenário para uma discussão imbecil e que não vai produzir nenhuma mudança. Pelo contrário, apenas deixará mágoas. E chega ser engraçado como as coisas acontecem. Às vezes começa de maneira muito simples. A mulher chega em casa do trabalho e encontra o marido dormindo.

- Poxa, você não lavou a louça? Mas é claro você tem uma empregada em casa né? …
É uma situação localizada. O incômodo aconteceu naquele momento. Mas… pra que foi dizer isso? O homem parece estar armado, pronto para o contra-ataque.
- E por que você não lavou antes de sair? Eu passo o dia fora de casa, não sujo nada e quando chego ainda tenho que lavar, se você lavasse toda vez que suja não teríamos esse problema.
Se quem fez o primeiro comentário não engolir as palavras e optar por rebater, não tem jeito: vai ter briga.
Por sinal, muitas brigas começam por coisas simples. Coisas sem sentido. Apenas porque as pessoas são intolerantes, vivem na defensiva, prontas para o confronto. Sentem-se perdedoras se não responderem o comentário alheio. Acham que se não mostrarem que tem moral, pode futuramente se tachado de pau mandado.
Isso tudo é muito ruim para a dinâmica do relacionamento. É improdutivo. Não ajuda em nada. A gente tem mania de não tolerar a crítica. E não fazer a autocrítica. A gente escuta o comentário do outro e não é capaz de parar e pensar: “será que exagerei?”, “será que errei?”… Na verdade, a primeira coisa que fazemos é procurar no outro comportamento semelhante que o desautorize a nos corrigir. Trata-se de uma atitude medíocre, pequena demais. A gente não cresce e nem ajuda o outro crescer. Continuamos no erro e não contribuímos para a mudança do outro.
Deveríamos entender que cada situação é específica. A história da louça, por exemplo, talvez nem fosse uma crítica. Talvez teria nascido apenas porque o outro não está se sentindo bem. Um comentário num tom agradável…
 
- Amor você vai lavar essa louça?

Ou:

- Amor ainda não deu pra você lavar a louça né?

Poderia ajudar a entender o contexto, saber o que o outro está de fato pensando, ou o que queria dizer. Também poderia abrir a possibilidade de continuar a conversa de maneira branda e aí sim falar do outro.
- Por sinal, amor, acho que se você chegar e lavar a louça você pode descansar mais tempo. E quando eu chegar não fico impedida de fazer nada por que a louça ainda está suja, tudo bem? “Meu gostosão“
O problema é que frequentemente nem há incômodo, nem há razão pra questionar o outro. Mas a falta de disposição pra entender a perspectiva do outro, que o outro é diferente… acaba falando mais alto. A gente “tira algo da cartola” e tudo vira motivo pra confrontar, para não se abrir ao diálogo.
Sabe, as relações seriam muito melhores, cresceríamos mais, se tivéssemos humildade para ouvir as críticas e até os comentários tido como nocivos. Embora possa num primeiro momento parecer um ataque barato, a fala do outro pode conter certa verdade. Não significa que a outra pessoa também não tenha erros que precisam ser reparados. Significa que o erro do outro não deve silenciar nossos próprios erros. E a gente pode ouvir, refletir, mudar… Separando o que é falha nossa do que é falha do outro. Afinal, não é por que o outro tem problemas que precisamos seguir com os nossos. A autocrítica produz crescimento. E mudanças são sempre bem vindas.
O texto não tem como proposta dizer que, no relacionamento, a gente deve baixar a cabeça pra tudo que o outro diz (não estou falando de sujeição). Apenas tem como objetivo mostrar que, no fundo, a crítica pode trazer uma verdade sobre nós. Uma verdade que pode nos ajudar a mudar. Quanto aos erros do outro, podemos ajudá-lo a crescer. Mas não será fazendo comparações, partindo para o ataque que isso vai acontecer.
Então meus acompanhantes textuais é isso, eu venho andando e caminhando com muita dificuldade mas muito focado, acho que podemos sim salvar a vida a dois, desde que futilidades e motivos medíocres sejam superados, com maturidade e se fazendo uso do pensar duas vezes antes e falar ....

Diogo Hamlet





segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cyber Lives

 
Foi com um clique que conheci o mundo virtual
Um clique me remeteu um mundo sobrenatural
Um clique me tirou das ruas e das bagunças da madrugada
Um clique me proporcional também uma vida que não vale nada

Um clique me submeteu a um mundo de novidades
Um clique leva noticias rápidas e conhecimento a todas as idades
Um clique move sobre sua vida qualquer tema que procurar
Um clique tira de você  toda a beleza do prosear

Um clique te leva a qualquer lugar do mundo
Um clique tira de você muito mais que um segundo
Um clique te deixa audacioso, esperançoso e voraz
Um clique faz do seu relacionamento algo que ficou pra traz

Um clique pode te deixar o ser mais rico do planeta
Um clique tira de você a Habilidade com a caneta
Um clique e a informação em milésimos de segundos se espalha
Com um simples clique você é excluído de uma vida sem cliques, que não para.


Diogo Hamlet


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dia da Mentalidade Afrodescendente

Aqueles caminhos traçados, nada convencionais;
Ter que seguir obrigado, tratados como animais;
A quem diga que vieram, mas todos foram trazidos;
Enquanto uns estudavam,  outros foram banidos;

400 anos  suficientes para grossa, sua a casca ficar;
A única chance que tínhamos era como escravo trabalhar;
Hoje com estudo e trabalho temos tudo que imaginar;
Oportunidades pra isso? Vão sempre negar?

Ícones do Brasil são exemplos de heróis de sucesso;
Entre milhões de bem sucedidos existem cotas no processo;
A luta é a igualdade social, viver pobre preso ou morto já cultural;
A discriminação camuflada é mito, atitudes racistas é natural;

Olhe a sua volta e sinta melanina passar, existem escurecimentos?
Olha a afronta mestiço!! Limpeza, segurança, obras e estacionamentos;
Dominamos o mercado da falta de oportunidades, porque somos iguais?
Troque um dia, viva igualdade que tanto defende, viva as cotas sociais?

O mundo escurece, o encrespamento é constante,  se assuma.

Agradar a todos, ser contra o 20 novembro... Porra nenhuma!!!

Diogo Hamlet

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Inconstância vs Convivência

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, como tem passado? Espero que bem, em meio a muitas mudanças não tenho tido muito tempo de escrever no blog e hoje eu resolvi falar de um assunto um tanto quanto relevante, pelo menos pra mim. Estou em um fase da vida que falo menos e observo mais, com todas essas observações percebi que pessoas sentem necessidade de serem valorizadas de alguma forma, ou pelo seu estilo, ou por serem inteligentes ou por pelo menos acharem que são, ou pelo o que adquiriu, ou pelo trabalho que tem, ou pelo a formação que tem, ou pro falar outra lingua. O que mais me impressiona é que passei muitos anos em busca desse pseudo status de valorização usando o argumento de que não ligo pra isso, que isso não tem importância. Quando na verdade tudo o que os seres humanos mais querem é justamente ter uma vida que seja invejada por outras pessoas, é claro que você não pensa assim, nunca sentirá inveja de ninguém por que você pode chegar lá, basta estudar, basta correr atrás e ganhar muito dinheiro, mas quem instituiu o “Lá”, todos dizem: “Um dia eu chego lá”, aonde? O que é chegar lá? Quem está lá? Você não usaria a palavra inveja, mas tem muita vontade de chegar onde alguém chegou e esse lugar nunca tem fim, por que sempre haverá alguém do “Lá” que vai te fazer queria mais “pra Lá”.
O que me incomoda é que comecei a gostar mais de viver quando descobri que o bonito e prazeroso da vida está no simples. Ser simples é característica pobre em uma sociedade hipócrita, erra quem pensa que querem ter uma vida como a sua. Erra quem quer ter uma vida igual a de alguém, somos tão diferentes, olhe a sua volta e veja a quantidade de pessoas diferentes, com características, pensamentos, rostos, corpos, mãos, olhares, sorrisos, personalidades, vidas... Todos são completamente diferentes em vários outros aspectos, se cada um se preocupasse em fazer a sua história em sua trajetória terrena, com certeza estaríamos vivendo em um país melhor, em um mundo melhor. Que tipo de história você quer deixar para próxima geração? Pelo o que você quer ser lembrado? Quem vai contar sobre você? Você pode dizer que não quer ser lembrado, que não faz questão disso o fato é, que todos já ouviram falar dos seus antepassados, todos tem alguma história pra contar de um avô, tio, primo, bisavô, então querendo ou não alguém vai falar sobre você e o que seria? Consegue imaginar?
Refletindo sobre essas coisas é que passo a observar mais, escutar mais, aprendo mais e tento todos os dias ao acordar ser uma pessoa melhor. E aqui é onde entro no título desse texto, no dia a dia convivemos com pessoas que se pudéssemos escolher com certeza não seria coadjuvante de sua vida e talvez plateia e na última fileira perto da porta de saída, por que não merecem sua atenção, não merecem sua presença, não merecem seu sorriso, seu olhar, é um tanto quanto radical escrever essas coisas? Sim, mas são pessoas imprevisíveis no mal sentido da palavra, variam de humor, grosseiras, carrancudas, todas as características que te fazem pensar duas vezes antes de falar com ela, você nunca sabe como e quando ela vai te responder.  Como agir com essas pessoas? O que fazer? Às vezes são pessoas da sua família, às vezes são pessoas da faculdade, e quando são pessoas do trabalho então é que complica, por que você precisa conversar, precisa receber ou demandar trabalho e aí? A pessoa é inconstante e existe uma obrigatoriedade de convivência, ainda que mínima, existe, não tem como você ser total profissionalismo o tempo todo, em algum momento você conversa sobre outras coisas, até mesmo por que você passa maior parte de seu tempo com essa pessoa, as vezes mais tempo que com sua própria família. Depois que me deparei com situações desse tipo ao longo da vida resolvi mudar, primeiro parei de ser o inconstante. É! Meus amigos eu fui assim por um bom tempo essas pessoas insuportáveis que citei acima, em 2011 foi que resolvi mudar radicalmente quanto a isso, procurei ajuda e percebi que é simples, um sorriso ou um fazer sorrir, mata tudo e qualquer mal humor, seu ou de quem está mal humorado, falar o menos possível sobre outros, faz com que você escute bem menos sobre você. Feliz com meu atual e novo jeito de ser. Agora vejo meu “ex-eu” em outras pessoas e minha paciência é bem ponderada, porque já fui assim e sei que para uma levada mínima de pessoas há salvação. O que eu faço hoje pra lidar com essas pessoas? Ignoro o máximo que puder, falo quando não há opção nenhuma de mímica, mensagem ou bilhetinho, sou observador e sangue frio pra esse tipo de personalidade, quem me conhece sabe que sou totalmente entregue, sorridente e extremamente brincalhão. Mas dentro do espaço e limite de cada um. Minha maior dificuldade hoje é tolerar inconstâncias sem que afete a minha visão sobre a pessoa, na maioria das vezes ignoro como se não existisse, posso está errado, mas com tudo que já passei na vida, algumas situações exigem atitudes radicais, para que se continue na sua paz tão conquistada. Sou de poucos AMIGOS por que nunca fui um bom colecionador de hipócritas.

Diogo Hamlet

Metamorfose Relacional

Será? não sei, mas quero está presente pra ver 
Não me é disponível a chance de dizer Adeus
Só consigo me ver assim, perto de você 
Desistir sem tentar, tentar sem sacrifício 
Acho que o tal do amor acaba, ahhh mas acaba sim
Então descobri que existe como carrega-lo novamente
Sabe como? Vivendo e Honrando o que escolheu pra você
Quando um não quer o outro insiste e quando enfim se cansar
vai descobrir que é tudo mentira, quando os dois querem
verdade seja dita, existe luz no fim do túnel
Telma sempre foi Telma por isso virou Hamlet
Parei pensei, desisti, mas tentei, foi assim
Hoje o brinde é a perseverança, a vida a dois
Ao nosso amor desejo que seja tão intenso,
que suporte a rotina inevitável…
Que seja como o céu… Imenso…
E não veja no outro os defeitos insuperáveis.
Que seja este sentimento muito forte…
Para que cada dia apague uma agonia.
Que saiba navegar para o norte
Quando ao sul apresenta-se com ventania.
Que com o passar do tempo
Seja cego para que não veja tudo
Que possa com sabedoria como o vento
Varrer com força e para longe o luto
Que dois sejam sempre um
E que um possa ser sempre dois
Para que assim o gosto amargo do rum
Apague o gosto do feijão com arroz
Que sejam os dois quando necessário
Surdos, mudos e cegos
Pois só assim ambos solidários
Não ferirão ferozmente o ego.
Desejo a nós, muita paz, amor e saúde.
Eu te amo, pelo que é, te amo mais ainda pelo o que será
Missão dada Phozinha é missão cumprida.


Diogo Hamlet

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Certeza do sábio é dúvida


Eu sei que sei trocar as palavras, Não sei se sei interpretar os silêncios!
Eu sei que sei caminhar lado a lado, Não sei se sei é saber como se encontrar!

Eu sei que sei beijar o seu rosto, Não sei se sei é chegar ao coração!
Eu sei que sei apertar as mãos, Não sei se sei é reter o calor!
Eu sei que sei sentir o amor, Não sei se sei é conter sua intensidade!
Alguém sabe como é por dentro? Você sabe sonhar?
Aquela alma em outro universo, Onde a cegueira conversa com falta de audição!
Onde não há entendimento, não há respeito, não há visão!
Onde sua essência se perde, seu Eu morre e outro alguém se satisfaz!

Ei sei que sei que não posso ser o molde certo que se encaixa em você
Só que sei que com flexibilidade e adaptação vou ser mestre em te satisfazer
Nada sabemos da alma senão da nossa, Nada sabemos do coração de olhos abertos
O mundo lhe mostra olhares, gestos, palavras, tudo é uma grande suposição
Ontem eu sabia que saberia, hoje eu sei que sei, amanhã posso não saber como saber
A escada eu soube subir, cada degrau um a lição, o fim não chega, se empurra ou se ajuda?
Sustentação ferrenha, forte, fugaz, frente a frente, fulminando, feliz.
Pós amadurecimento, pré conquista, o sol se põe, fica a dúvida!
Insistir na prova de fogo ou desistir? Vai valer a pena?


Diogo Hamlet

sábado, 24 de agosto de 2013

Foi dada a largada

Quando o sol se pôs naquele momento, o copo caiu, em pedaços ficou ;
Na sala, fechado, asfixiado, em busca de uma energia meu sonho estourou;
Um pulo no mar da desilusão, um sensação de recordista no nado de costas;
Enterrado de cabeça pra baixo, observando todos os degraus no alto, sem respostas.
 
Mais morto do que vivo, mais fraco do que forte, muito mais sem mais e menos de muito menos;
Foco perdido, confiança rasgada, o silêncio me envolveu não esperava o fim que seria assim;
Colegas sentem muito, amigos choram com você, a família daria tudo pra está no seu lugar;
Responsabilidades, seriedade, juízo, conforto revogado, direitos era tudo que teria que buscar.

Uma vida de dedicação, uma perda sem solução, salvo pelo caráter, livre por princípios defendidos;
Chega! Acorda! Não é hora de reclamar, você tem saúde, uma família e sonhos perdidos;
Quero olhar pra frente, sabendo onde não devo errar, quero correr até sem fôlego me achar;
Ser o que sou, manter o que devo ser, tentar melhorar, se apegar em Deus e tentar não desanimar.

Acordado e de pé, preparei meus próprios planos, seja hoje ou amanhã pode até levar anos;
Lutar pode não ser vencer, mas lutar para não se perder. Vai depender da meta que traçamos;
Chumbado, pés no chão, olhando pra frente, buscando o sucesso, com a lógica racional;
Agradeço os que torceram, agradeço quem tentou, tenho certeza que amigos não têm igual;
Reerguido, focado e muito esperançoso  mais um dia de sol e auto astral, lá vou Eu... Imprensa Nacional.

Diogo Hamlet



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Indecisão ao decidir?



Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, queridos leitores e admiradores desse espaço que uso para escrever o que muitas vezes não sei como falar, sou meio ogro com as palavras, mas, me conecto bem com a escrita, aqui grito mais bonito. Hoje eu quero imprimir aqui um sentimento que me atormentou o dia inteiro. Passei hoje por duas entrevistas de emprego, ambas com possibilidade visível de contratação. Então ótimo Diogo, agora você volta a atividade de novo? Não, eu nunca estive fora do mercado de trabalho eu simplesmente não tenho atualmente a carteira de trabalho assinada. Mas sempre estive trabalhando, inclusive deixar de trabalhar na empresa que estava foi uma escolha minha, como alguns de vocês já leram em um texto anterior, é justamente sobre escolhas que queria aguçar nossas reflexões.

A decisão está para o alívio assim como as escolhas, para a nossa vida. O que realça e desenha a nossa existência, é um feixe de grandes e pequenas decisões que formam os quadrantes da nossa história pessoal. A escolha é um privilégio natural que todo ser humano tem.

A escolha é uma realidade intrínseca à nossa existência. Ou, por outras palavras, nós sempre teremos escolhas. Acontece que algumas escolhas trazem consequências com as quais não queremos conviver. Então, escolhemos o caminho menos custoso para nós e depois, num artifício psicológico criado para nos consolar e defender, dizemos: Eu não tive escolha. Errado. Tivemos e sempre teremos escolhas diante de nós, o que nos falta é a coragem para assumir as implicações das escolhas mais difíceis, que nem sempre são as mais prazerosas.

Ultimamente tenho pensado e repensado sobre tentar um concurso publico. É um caminho árduo até chegar à aprovação, é uma jornada de dedicação e abdicação por um período indeterminado, e o resultado pode sim ser positivo bem rapidamente, como também esse processo pode levar anos. É um tiro no escuro. E até onde vale a pena? É preciso muita vontade de querer ser um funcionário publico, quando na verdade, o que todos buscam é não fazer nada e ganhar bem, camuflado e revestido de uma nomenclatura de estabilidade financeira, assim você pode sim fazer tudo o que quiser por que agora você está financeiramente seguro. É uma escolha difícil de se fazer. Eu penso um pouco diferente, e não queria me render a esse sistema, mas infelizmente existem escolhas que nos levam por caminhos mais difíceis de encarar, e volto a pensar e repensar sobre o assunto, há segundos que me empolgo e momentos depois volto a sonhar com a liberdade.

Dada a importância central das escolhas para nossa vida, não seria óbvio que nós tivéssemos todo cuidado com elas? Não seria importante que aprimorássemos cada vez mais o processo de escolher a fim de produzir as melhores escolhas possíveis? Não faria sentido que tivéssemos um grupo de princípios diante de nós a partir dos quais nossas escolhas pudessem ser feitas? Eis aí minha grande dificuldade de aceitar que a única solução pra mim é um concurso publico.

O que realmente importa? Saiba que qualquer escolha, até mesmo as aparentemente sem importância, gera consequências que nos acompanham pelo resto de nossa existência. Por isso, é fundamental que faça cada escolha em sua vida conscientemente, porque elas definirão seu futuro!
Cada vez que optamos por algo, estamos redefinindo nossos caminhos. Cada escolha que faz em seu dia-a-dia o aproxima de seu objetivo ou pode afastá-lo completamente dele. 

Como saber se você está escolhendo certo? Como saber se está se aproximando ou se afastando de seu verdadeiro propósito na vida? Um jeito fácil de saber se está no caminho certo é parar para pensar sobre os motivos que estão por trás de sua escolha. Se o motivo de uma escolha for baseado no desejo de algo que quer fazer para seu preenchimento pessoal indica o caminho certo, se escolheu algo porque acha que precisa fazer isso, por algum outro motivo, ou simplesmente porque isso irá agradar outra pessoa, estará fazendo a escolha errada.

Aqui entra um dos maiores conflitos internos que tenho: tudo o que faço, que penso em fazer ou que sonho, está voltado à minha satisfação pessoal, por que quem faz o que gosta não trabalha nenhum dia no ano, o detalhe é, abro mão do que gosto, forço a mudança do meu desejo para agradar outra pessoa, para oferecer conforto e um pseudo descanso mental quanto aos compromissos financeiros. Abrindo um parênteses (O que é consequência de um país completamente capitalista, que envolve tudo e a todos em um consumo exorbitante de necessidades que custariam bem menos se fosse em outro país.) sem mais.

Ter clareza do porquê de suas escolhas irá contribuir muito para que você perceba o que está por trás de suas escolhas e fará você optar muito melhor. Ter clareza significa pensar a respeito. Será que ajuda fazer uma lista dos motivos que faz você tomar certo caminho e o porquê de cada decisão? A escolha certa é baseada no sentimento feliz que alimenta sua alma. Se fizer uma escolha baseada nesta sensação indica que está no caminho certo. 

Uma escolha certa significa que estará fazendo algo para si mesmo, que irá completá-lo. Ou seja, o resultado de sua escolha será um acontecimento que fará você chegar cada vez mais perto de sua missão na vida, aquilo que te preenche de verdade!  Eu estou simplesmente batendo forte no certo e caminhando para errado, essa confusão está perto do fim? Qual decisão devo realmente tomar?

Não sei...

Diogo Hamlet


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O meu terceiro casamento...


Queridos leitores do blog, hoje eu aprendi um pouco mais sobre relacionamento, Deus tem me tratado de forma muito especial, me mostrado valores familiares que eu realmente não sabia que existiam, confesso que não tive um exemplo de casamento em casa e hoje entendo que faltou instrução no casamento dos meus pais também, de alguma forma sinto que não posso, não devo e não quero permitir que meu casamento não seja referencia para minha filha ou para meus liderados, amigos e conhecidos. 
Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui casar tão novo e permanecer casado até agora em pleno século XXI, com a mesma mulher. Como é possível abrir mão de tanta coisa boa pra ficar preso a relacionamentos onde a rotina cedo ou tarde acaba tomando conta de tudo. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo, quem me conhece sabe que nunca fui um exemplo de namorado e muito menos um cara merecedor de confiança para um casamento, esse valor veio pela persistência da minha atual esposa em acreditar que existia uma homem bom dentro daquela criança.

Os namorados e adolescentes românticos,  é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um namoro, um casamento, um relacionamento por tanto tempo. Eu particularmente não acho que seja tanto tempo assim,  são apenas 6 anos de casado, (Bodas de Açúcar), mas o que nos conhecem sabem que são 12 anos de relacionamento, sem referencia familiar e sem um manual de como funciona a vida a dois.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um total inexperiente do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém aguenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher, sem esquecer que colocar Deus como o guia é o passo primordial.

O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo.
Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. ( Já fui casado com várias mulheres de tipos de cabelos e cortes diferentes)
De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a pegação, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido. 

Há quanto tempo vocês não saem para dançar, cinema, festinha, caminhar, namorar do carro, etc....? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, SEM OS FILHOS eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?( Mais da mãe é impressionante).
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento.
Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a frequentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou marido e que seja namorado ou namorada por 12 anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.
Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os
 seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos. (Tenho amigos que já se separaram, vejo de perto)

Não é preciso um divórcio para ter tudo isso. 
Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar.

Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior. Use a criatividade, as vezes não é presente caro ou o melhor lugar da cidade é a atitude.
Não existe essa tal “estabilidade do casamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, sua cidade  e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto.
Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par.

Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.” Com licença, estou em lua de mel...


Diogo Hamlet






















quinta-feira, 25 de julho de 2013

Peça sobre tragédia (Estreando Diogo Hamlet)

Oi, pra você que me conhece dispenso apresentações e pra você que não me conhece muito prazer, sou um artista, formado em analise de sistemas e especialista em arte e tecnologia pela Universidade de Brasília, esse espaço é onde deixo minhas opiniões, poesias e pensamentos sobre o que eu achar que devo comentar.

Bom, depois de não sei quanto tempo, eu volto para esse cantinho que tanto gosto para escrever palavras que, ordinariamente, passam pela minha cabeça e não consigo expressá-las tão bem verbalmente; sempre me dei melhor com a escrita, talvez por não ter uma crítica direta a minha pessoa; talvez por ter mais tempo de parar e ouvir o que meu próprio coração diz... não sei. Sei que já fazia tempo que queria voltar a escrever, e hoje tomei coragem e firmeza pra agir. É uma das obrigações de adulto que falaremos hoje, a necessidade de se agir, de se realizar necessidades que vão além do nosso conforto e comodidade.

Eu ousei me oferecer como mão de obra para uma empresa que me conquistou pela a sua apresentação, o dono da empresa esteve pessoalmente fazendo a apresentação do produto, que por sua vez surpreendeu a todos os que assistiam. Se existia uma ferramenta que mudaria a vida da empresa onde eu trabalhava era essa. Vislumbrado com tamanha qualidade, não pensei duas vezes. Sr. como faço pra trabalhar na sua empresa? Prontamente obtive a seguinte resposta: “Se quer mesmo trabalhar conosco, aprenda o sistema e venha, precisamos de implantadores e pessoas que faça essas apresentações... “ Um sonho, eu lidando com o um publico, oferecendo um produto que é uma necessidade de todos. Foi amor à primeira vista, devorei o sistema com muita garra, entrei na empresa como chefe dos que lá estavam, foi um upgrade na carreira. Me orgulho por tal feito.

Alguns meses depois todos os setores em que haviam problemas foram repassados a mim, organizei a casa deixei clientes em potencial que estavam decepcionados conseguindo enxergar uma solução. Eu estava realizado, profissionalmente eu era o meu próprio orgulho, no bom sentido.
 
Em um dos momentos de reflexão, observei que nesse curto período de tempo, eu estava me descaracterizando, sorrir que sempre foi meu forte, nada, fazer sorrir então, muito menos, o Diogo pra cima que contagiava as pessoas, agora só dormia, vivia cansando, chegava em casa e só pensava em trabalho, trabalho trabalho, infeliz.

Quando realmente retirada a venda dos olhos, enxerguei que estava vivendo um sonho que nunca ia acontecer, promessas que nunca chegavam, eu era um gestor, que cuidava de todos os funcionários, eu era um implantador que tinha outros sobre minha supervisão, eu cuidava de um setor de helpdesk, e quando procurei uns dos funcionários pra conversar, percebi que tudo era uma farsa, eu fazia tudo, eu era meu Coordenador, eu era meus implantadores, eu era todos os funcionário de HelpDesk. Eu ganhava o mesmo salário de todo mundo. Eu era uma farsa, uma mão de obra barata, e por fim, era almejado de cobranças, reclamações, insatisfações, gritarias, nervosismos e por fim e o mais doloroso de todos MENTIRAS.
Foi quando acordei do meu conto de fadas particular, comecei a observar, um homem, pai de família, responsável por um lar, quando enxerga uma possibilidade de proporcionar conforto pra sua família ele se joga de cabeça, se joga com todas as suas forças e quando as energias se esgotam, ele busca uma reserva que nem ele mesmo sabia que tinha pra concluir o que começou e alcançar seu objetivo.

Eu falhei, fui enganado, fui iludido, fui inocente, fui irresponsável, depois de tanto esforço, tantas dificuldades, tantas viagens, tantas saudades, tantos dias sem comer, focado, lutando, almejando o reconhecimento financeiro, a prosperidade, foram sumindo como fumaça, e hoje luto pra voltar a sorrir e primeiro passo foi pedir demissão.

Tenho 30 anos de idade, maioridade legal e amplo conhecimento do sistema, o que me possibilita ir para qualquer lugar e fazer qualquer empresa amar o sistema, lidar com qualquer situação que eventualmente venha acontecer. A grande diferença é, odeio MENTIRAS.

Meu único erro, nos fez perder nosso maior cliente, e pra que entendam o que eu fiz de errado, falei a verdade quando era pra mentir.

Hoje eu estou sim desempregado, hoje eu estou sim arrependido, hoje os mais próximos me cobram um norte, uma profissão. Não sei se estou certo ou errado, mas na minha cabeça eu quero ser livre, quero fazer o que eu quiser fazer, quero poder ganhar dinheiro de diversas formas, quero ser um empresário, quero poder voltar a acreditar nas pessoas, quero vestir a camisa e visualizar resultados, sonhei muito, sofri muito, fui enganado incontáveis vezes. Quero acertar pelo menos uma vez.

Não durmo, não tenho sono, não paro de pensar, pedalo, treino jiu-jitsu, corro, faço tudo pra ficar cansado e ter uma noite de sono, mas os meus pensamentos conversam um em cima do outro eu não entendo nada e não consigo resolver meu problema. Sou pai, sou esposo, sou o provedor do meu lar, voltar a sorrir ? pode ser, quando minha família voltar a ter o conforto que eu sempre proporcionei. Se for solteiro arrisque agora, se é casado você entende muito bem o que estou falando, se é pai me abraça irmão, por que viu muito de mim em você. Coisas de adultos, e assim fecham-se as cortinas e termina mais um espetáculo, trágico e atualmente sem final feliz.


Diogo Hamlet

domingo, 30 de junho de 2013

Minha outra metade


Amor, quando acordo pela manhã, sinto algo diferente em meu ser, abro os olhos e ao te ver deitada dormindo ao meu lado, uma mulher linda que no embalo de seu sono com suspiros profundos me faz transformar em um homem mais rico do mundo, pois o diamante lapidado que reflete me mostra a face de uma princesa que irradia paz e alegria me contagiando com seus raios de amor e paixão.
Te amo e agradeço a Deus todos os dias por me contemplar com o mais lindo tesouro que estava guardado no céu.  Você princesa, você meu anjo, você minha esposa que tanto adoro e fascino. Aprendi a conhecer você, assim como os pássaros conhecem seus ninhos, sem dúvida num vôo livre, que se abre no infinito. Aprendi a caminhar com você, assim como as estrelas respeitam o brilho da lua, que sabe que como aquela só existe uma única no mundo. Aprendi a brigar com você, assim como as ondas do mar que brigam e se debatem inutilmente, para depois se transformarem em espumas suaves na areia. Aprendi a entender você, assim como as montanhas entendem as nuvens e se esticam como se pedindo chuva para os seus campos secos. Aprendi a amar você, assim como os pássaros amam a liberdade, os rios amam suas águas, as estrelas amam o céu, as ondas amam o mar, as montanhas amam seus campos. Aprendi a amar você como o mais puro e sublime sentimento, assim como Eu Amo DEUS eternamente.

Telma Martes TE AMO!!!


Diogo Hamlet

sábado, 29 de junho de 2013

A Música


Existe no mais intimo de um vivente, uma reserva de energia
Escondida armazenada que, erradia com forte lapso de alegria
É invejável conhecer e não dominar a força que música pode mostrar
Até o mais inapto de todos, pode sorrir e reagir, só ela pode te libertar

Uma criança pode aprender a beleza da música, sem aprender partituras
Sem notas, sem pautas, só as melodias mais gostosas o levaria as alturas
Ouviria os instrumentos que fazem a música, encantada com o poder do som
Sozinha iria sentir, bolinhas pretas escrita em cinco linhas, descobriria seu dom

Bolinhas pretas e cinco linhas é a produção da beleza musical
O prazer de conhecer a música antes, é consequência do principal
Nunca encontrei a saída perfeita. Uma boa melodia sempre me diz o que fazer
Olhos fechados, ouvidos atentos, o mundo girando e facilmente esquecer

Seja o Rapernejo, Metalospel, MPBock, o ritmo que te agradar, o que tocar
A afinação da prega penetrada, de ponta a ponta dos tímpanos te faz gritar
O Silêncio do seu grito, sopra seco no derramar de suas lágrimas a escorrer
Me rendi aos mistérios da música, hoje valorizo um detalhe simplório que é Viver


Diogo Hamlet

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Patriota

Brasil, o país do fubebol, país da seleção
Se você não é daqui, não tem nenhuma noção
Não temos dinheiro, saúde e não temos educação
Mas assim como somos bons de bola, somos bons na manifestação

O desejo do povo é que não tenha copa no Brasil no ano que vem
Não é pelo turismo, não é pela imagem internacional, é pela estrutura que não tem
Meu país é o melhor do mundo, mas tem um defeito horrível, vive de aparências
E para manter esse padrão ridículo, gastou mais do que podia, sem transparência

Brasileiro grita, briga, e vai atrás, acordado,
mas quando dorme escolhe errado o candidato
Acredito na luta por um Brasil melhor,
vamos pra rua mostrar nosso poder, saímos do anonimato
Seremos campeões no domingo, ou seremos campeões
na segunda, mas luta sempre continua
Tem os que assistem futebol e vibram em família,
outros preferem continuar no grito de vem pra rua Brasília

O que ninguém sabe, o que ninguém comentou é:
que somos lutadores e sempre gritamos gol
Gol pela derrubada de uma lei absurda,
Gol por uma geração de jovens que realmente acordou
Respeitamos quem luta nos protestos,  respeitamos quem assiste televisão
Respeitamos quem não faz nada, respeitamos quem da copa abre mão

Patriota nesse país tem motivos para se orgulhar,
lutamos por um Brasil digno de se visitar
A humanidade tem que levar tudo como lição,
cuidamos uns dos outros sem hesitação
O governo nesse pais pode até tentar,
o povo é que decide o que se deve mudar
Posso não ver o Brasil o orgulho do mundo,
mas vou fazer parte da história, vou sempre acreditar
por que como um bom patriota, não paro de lutar.

Diogo Hamlet

terça-feira, 25 de junho de 2013

Conceição

A primeira de quatro, um pouco dos três;
Todos ao extremo e ela um de cada vez;
Foi metal, foi antissocial, foi excluída;
Honrada, renovada e bem sucedida;

Sofreu, brigou e discutiu com o coração;
Esse sempre foi o inimigo, agressor, caçador de confusão;
Ela encontrou, casou e sumiu, voltou ficou e ele sumiu;
Outra vez a guerra começou, ninguém falou, mas Deus agiu;

Hoje o mundo parecer ser espinhoso, a batalha ainda não acabou;
 Trabalho, ministério, casa e dedicação, Deus com seu amor sussurrou;
Filha, você resistiu, acreditou e nunca abriu mão de me buscar;
O seu tempo tá chegando, AINDA TEM MAIS, eu vou te honrar.


Diogo Hamlet

domingo, 23 de junho de 2013

Dia desses

Noite de rua cheia e lua vazia minguante 
Observando as folhas conduzidas pelo vento;
A sincronia do anoitecer clareando o caminhar;
O papel suplicando uma parceria constante;
Pessoas, sons, cores, paisagens tudo me olha;
Vejo ela nos desenhos da faixa de pedestre;
Ouço música no barulho do vento soprando sol maior;
Sonho com o dia que vou inalar arte ao abrir os olhos.

Diogo Hamlet