sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eu ou Eu mesmo?


Queria voltar a ter o tempo que tinha pra escrever, sinto falta de despejar aqui os borbulhes de pensamentos que me rodeiam todos os dias, sinto que as vezes gaguejo ao tentar falar, por que são tantos pensamentos ao mesmo tempo que as palavras se confundem e o silêncio muitas vezes me envolve mais do que o muito falar. Escrever pra mim sempre vai ser o canal de despejo intelectual que preciso, e você será o(a) sortudo(a) ou não, que irá participar desses momentos comigo. Dosproblemas, alegrias e milhares de questionamentos.
Um dos questionamentos que me assaltaram neste meio tempo foi o seguinte: “Estarei eu utilizando o espaço do blog somente para me auto promover e inflar o Ego?” Essa pergunta me atingiu de uma maneira um tanto inesperada, mas, não deixa de ser uma possibilidade. Afinal, o Ego é ardiloso e se não o mantivermos em rédea curta, já sabemos o que pode acontecer.
Bom, voltando ao assunto, a resposta para tal pergunta não é tão óbvia quanto um sim ou não. Temos a tendência de polarizar tudo na nossa realidade, entretanto, o universo não é regido pela polaridade, mas pelo equilíbrio. Polaridade leva ao conflito, à desarmonia, ao caos. No caso da questão sobre o blog estar sendo uma ferramenta para massagear o meu Ego, tenho que admitir a você que a resposta é sim e não. Como assim?! Meu ego quer se promover e se sente lisonjeado com a quantidade de acessos, com os elogios nos comentários e tudo o mais. Se algum blogueiro disser que não sente a mesma coisa com o “sucesso” de audiência está enganando seus leitores ou não conhece a si mesmo. Porque essa é a natureza do Ego, se auto afirmar e buscar a primazia sobre a essência divina. Há algo de perverso nisso? Depende. Se o ego for o senhor de sua vida, a perversidade estará manifesta e todo o esforço empreendido comprometido, entretanto, se o ego estiver em seu devido lugar (como parte da ferramenta corpo/mente para manifestação do Ser neste plano de existência) então o Ser pode “administrar” esse rompante egóico e compreender que isso não passa de infantilidade e rebeldia do “instrumento” querendo, em vão, mostrar o seu valor. É aí que o não da questão se faz presente e trás como consequência a razão de ser deste “empreendimento”: Contribuir com a evolução humana da maneira mais singela e possível a esta partícula do criador. Sendo assim, continuemos focados no objetivo de crescer e ajudar os outros a fazer o mesmo.
É desanimador observar como as pessoas jogam suas vidas fora. O fascínio pelo mundo é tamanho que ofusca qualquer tentativa de fazer desta vida algo útil para o planeta, para a espécie e para si próprio. Vejo pessoas se submeterem às mais degradantes situações só para manter ou atingir um status-quo na sociedade que não passa de ilusão e esterco.
Algo emblemático que me fez pensar sobre isso é o absurdo mundo das celebridades (que de celebre não tem nada). Alguns podem achar que eles são aqueles que se deram bem na vida, são os vencedores e o modelo a ser seguido. Mas será mesmo? Se é assim, por que os tabloides estão cheio de notícias sobre suicídios, prisões, alcoolismo, drogas, divórcios e todas as atitudes de quem quer fugir da realidade? Há algo de errado aí, e estes são os sintomas que vêm à tona. Na verdade estas celebridades estão no topo da insanidade humana! Cantores que se submetem a jornadas desumanas de shows para poder manter a riqueza pessoal e o sucesso, compositores levados ao desespero para emplacar outro sucesso nas paradas, praticamente fritando seus cérebros para que a criatividade aflore com toda a frequência frenética necessária para matê-los na mídia; escritores, idem; atores que emplacam um filme atrás do outro, modelos obsessivas com o próprio corpo são levadas ao desespero com a chegada da idade ou uns quilos a mais. E o que inicialmente era algo prazeroso (cantar, atuar, escrever, jogar), passa a ser um martírio e, assim, todos são levados ao limite do seu potencial por um objetivo ilusório e que, no fim, os torna escravos de seus próprios desejos, deixando de lado, por conseguinte, a razão de ser de seu esforço: viver a vida.
As celebridades são o exemplo máximo, mas cada cidadão do planeta, em um grau menor, é verdade, vive o mesmo drama: Passa os primeiros anos da vida numa escola que irá prepara-lo... para trabalhar, ter filhos constituir uma família. Então o cidadão adquire a famigerada ambição e não se satisfaz em ter o bastante, mas quer ter mais e mais. Quer ser como as celebridades, ganhar muito dinheiro, poder fazer o que bem quiser e ser tão belo quanto... (vira escravo do Ego). Como os recursos são limitados e nem todos tem talento/capacidade de ir tão longe, o cidadão comum repousa na sua mediocridade.
A maioria aceita com resignação a vida programada desde o princípio. Não, é claro, sem o esporão da frustração lhe espetar todos os miseráveis dias de sua vida: “Por que não nasci rico, por que não tenho um talento extraordinário, por que não sou tão bonito...” E nessa frustração fica cego e também esquece de viver a sua vida e vive da ilusão da beleza inalcançável (a não ser que tenha um photoshop pra ajudar) da fortuna e da vida dos outros. Não é a toa que os tabloides, sites de fofoca, revista de beleza e boa forma, e a TV tem tanta audiência.
É por isso, querido amigo leito r que não caio na armadilha do meu Ego e não transformo algo prazeroso, com propósito e objetivo definido (que é escrever aqui), em uma busca insana por “audiência” e popularidade, sendo levado a cair na mesma insanidade descrita no inicio deste tópico. Tenho uma vida para viver e descobertas a fazer assim como cada um que está neste mundo.
Fique atento e não caia nesta armadilha também.

Até daqui a pouco...

Diogo Hamlet

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Diferenças Ideológicas


Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite, que saudade incontrolável de escrever, a muitos meses não posto nada. Ocupado com tantas coisas eu realmente não conseguia vir aqui esvaziar minha mente em reflexões sobre a vida, a minha vida. Não sei se ainda tenho prática com a escrita mas vou tentar, espero que gostem. Eu também vou usar o http://www.diogohamlet.com.br, só que com uso de imagens e algumas fotografias que faço. Bom, então vamos para o que interessa.
 Uma das coisas mais comuns no ser humano é a insatisfação. Esse espinho da insatisfação acompanha o homem, desde as mais longínquas idades e costuma gerar conflitos. O que me fez mudar de emprego com mais frequência do que imaginei foi exatamente a insatisfação, não somente financeira. Mas, ao lado da insatisfação, existem dúvidas que geram insatisfações. Há ansiedades em função das insatisfações. Em verdade, percebemos na criatura humana, um número muito grande de conflitos e quando se trata, de como me vejo daqui 10 anos, aí é que os conflitos aumentam. Esses conflitos vazam da intimidade do ser e acabam contaminando as coisas feitas por esse ser.
Encontramos nas criaturas humanas, em cada um de nós, os mais variados tipos de conflitos, que costumam se manifestar nas intensidades mais diversas. Encontramos aqueles que têm, por exemplo, conflitos relativamente ao seu biótipo. Há pessoas que se acham feias e, porque se acham feias, passam a se punir, a se castigar ou a buscar uma série de supostas atenuantes para sua suposta feiura. Na academia, nas Lojas Herbalife e em Clínicas de estética se vê incontáveis pessoas com esses sintomas. Por causa desse sentimento de feiura, elas têm autoestima baixa, porque a criatura que se julga feia, não tem coragem de sair, de se arrumar, de encontrar um namorado, uma namorada, de ir a festas porque estará sempre supondo que alguém não gosta da sua expressão.
Há aqueles outros que sofrem conflitos, que vivem conflitos, ainda por causa do biótipo, não propriamente por se acharem feios, mas por se acharem gordos, magros demais, baixos demais, altos demais. Por mais incrível que isso possa parecer, os indivíduos se atormentam por quaisquer dessas situações. Aqueles que são gordos demais ou que se acham gordos demais poderiam bem imaginar-se numa outra situação. Entre as classes melhor aquinhoadas, não se diz que alguém está gordo, se diz que alguém está forte e a simples palavra mudada de gordo para forte dá uma outra expressividade.
Aquelas criaturas que se acham gordas demasiadamente passam a usar preto, se vestem de preto, porque se diz nos mundos da moda, nos campos da moda, que preto emagrece. Se isso fosse verdade não se venderiam outras cores no mundo. Em realidade, a cor escura diminui a visão do contorno, mas a criatura continua portando a mesma massa. Desse modo por que se atormentar porque o corpo é maior do que o convencional?
Mas, qual é o convencional? Estabelecemos que o convencional é ser magro e aí temos os problemas das anorexias com as modelos, com os modelos. Encontramos tantos problemas porque as pessoas desejam ser magras e outras porque são magras. Quem é magro se acaba de tomar substâncias, de comer alimentos, na tentativa de mudar o processamento glandular, celular e engordar. E quem é gordo se acaba de fazer dietas da lua, do sol, da água, do Guerreiro, para perder massa.  Os conflitos são os mais variados. Mas há aqueles que têm conflitos porque são baixinhos e usam saltos tenebrosos. Saltos que lhes deformam a coluna vertebral, que lhes causam problemas gravíssimos de postura. Aqueles que são altos ficam tão complexados que começam a se envergar. Na Inglaterra, uma família real mandou cortar parte dos ossos das pernas para baixar um pouco a sua estatura. Conflitos.
Contudo, esses conflitos estão ao nível do corpo, das coisas externas, daquilo que se vê, daquilo que se observa, mas há diversos outros conflitos que estouram no íntimo da alma, se manifestam nas atitudes das criaturas e que ninguém sabe como é que eles nascem, de onde é que eles vêm e o que é que provocarão. Nesse território dos conflitos, encontramos conflitos de outras ordens. Imaginemos o que vem a ser o conflito sexual nas pessoas. Terrível.
É muito comum que os indivíduos se debatam e isso é uma característica da Humanidade em geral, entre as pressões da sua libido, as pressões da sua imaginação, das suas fantasias, as pressões do seu passado, das suas bagagens, do seu passado espiritual, da sua bagagem ético-moral. Há aqueles que vivem o conflito da definição quanto à sua orientação sexual. Sentem pressões internas para a homossexualidade, mas têm horror porque a sociedade castiga a homossexualidade.
Pretendem ficar no território da heterossexualidade, mas fazendo fantasias homossexuais, bissexuais, multissexuais. Porque tudo isso corresponde a etapas no desenvolvimento da criatura humana. Não é feio ser hetero, ser homo, ser bi. A criatura se encaixa no seu momento evolutivo. Não é bonito ser hetero, ser homo, ser bi. O importante é que dirijamos a própria mente para o que precisamos fazer na Terra, respeitando a seus princípios e ao próximo. A dignidade, a honestidade, o trabalho por nós mesmos, a ajuda às pessoas e vamos disciplinando da maneira como conseguimos, como nos é mais fácil à expressividade da sexualidade. (Não sou a favor do homossexualismo, não concordo com a união do mesmo sexo. Mas não uso de agressão pra expressar isso). É muito comum imaginar-se que a sexualidade está na genitália, na expressão genital. A sexualidade é uma força que está na mente, na alma, no íntimo das criaturas.
Muita gente que se manifesta exteriormente segundo uma característica sexual, digamos, da heterossexualidade, na sua fantasia interna onde a verdade existe, ela vibra em outra sintonia, lida com outras realidades e isso lhe gera conflito. Devo ficar no armário? Como se diz popularmente, devo sair do armário? Devo me apresentar na praça pública? Pintar-me, não pintar-me, vestir-me opostamente?  Nada disso é sexualidade. Tudo isso faz parte do exibicionismo das pessoas. Porque há mulheres que se vestem de homens, há homens que se vestem de mulheres. Tudo isso faz parte do seu gosto por se fantasiar. A nossa roupa é uma fantasia, é uma maneira que se escolhe para se apresentar no mundo. Eu quero me vestir de roxo, de preto, de amarelo. Eu quero me vestir com mangas compridas, com mangas curtas. Eu quero com dez botões, com quinze botões. São fantasias. A realidade mais verdadeira é a que pulsa dentro do ser. Os conflitos sexuais vão desde os problemas meramente psicológicos, que um analista ajudaria resolver, aos homicídios, aos suicídios, à suposição de que está sendo violado, de que está sendo traído, de que está sendo enganado.
Há os conflitos de ordem religiosa: Eu devo ou não devo ser religioso? O que é ser religioso? Adoto a religião A, a religião B ou a C? Curvo-me aos meus líderes religiosos, faço o que eles me mandam fazer e perco a minha liberdade de escolha? Será que eles de fato conversam com Deus?
Será que realmente eles são intermediários entre mim e Deus? Afinal de contas, devo repetir o que se diz na minha crença ou devo pensar por mim mesmo e ter a minha cabeça baseando-me na minha crença? Os conflitos.
Devo ser fanático? Aqueles que não creem, estão no inferno, estão perdidos? Mas os outros que creem diferente de mim alegam que eu também estou perdido. Em que patamar eu fico? Em que patamar me estabeleço?
É muito importante pensar nesses conflitos. De acordo com sua intensidade, eles precisam de um socorro, de uma ajuda. Às vezes, de uma ajuda profissional, de um psicólogo bem recomendado, bem estruturado, porque há vários muito desestruturados.
Precisamos do apoio de um médico, de um psiquiatra. O psiquiatra não é médico de loucos, é um médico que nos ajuda a não ficar loucos ou a tratar a insanidade que surja, particularmente meus conflitos não tem chegado a tanto, trato-os como reflexão intensa, o meu caso é em um campo específico da observação.
Muitas vezes, precisamos de um apoio do nosso líder religioso, uma conversa, um diálogo para que ele nos ajude a equilibrar as próprias tensões internas. No mundo, não há uma única pessoa que não viva conflitos, de quaisquer ordens.
Há aqueles conflitos que são do cotidiano: se como ou se não como, se vou ou se não vou. Mas há conflitos de ordem grave, que exigem uma resposta séria, uma busca por solução, seja em nível médico, em nível social, em nível psicológico, mas, fundamentalmente, que seja uma resolução dentro de nós.
Então é isso amigos leitores, depois de muito sem postar observei entre amigos e me olhando no espelho que a única certeza que temos é que após o nascimento um dia chega a morte, o que se faz nesse período é uma particularidade sua. Você pode ser o bom, ou ruim, pode escrever uma história, ou pode cair no esquecimento, mas, o que de fato é realmente importante é que em tudo o que fizer busque sempre a felicidade e nem sempre a felicidade está vinculada a sucesso financeiro, particularmente existem três coisas que não abro mão: Minha Saúde, Minha Paz e Minha Família.

Diogo Hamlet