segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Amar pra que, se eu Te Amo?

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite e aí galera como estamos? Espero que todos estejam muito bem. Estou finalmente de férias, curtindo uma praia, acho que todos merecem isso, pelo menos uma vez no ano, até mesmo porque, esses passeios são renovadores. Nesses 4 dias que estou aqui, observei várias pessoas, observei uma amiga que não via há anos e misturando trinta mil coisas que passam pela a minha cabeça, resolvi vir aqui tentar canalizar esses perturbadores pensamentos em um texto. Vamos lá. Hoje ouço o barulho do mar atrás de mim, inspirador e  intuitivo sinto em falar ou só  tentar falar sobre o que não tem explicação mas tem formas e formas de encara-lo, para que pelo menos tenham noção do que ele realmente pode ser, quando envolvidos estão, pessoas maduras que sabem o que querem. Amor, meu Amor, grande Amor você é foda. Amamos ou não Amamos? Posso escolher? Será meu Deus?

Amar não é pra qualquer um. Amar exige tempo, exige abrir mão, existe dedicação. E nem sempre se quer doar tempo, abrir mão e se dedicar a outra pessoa. Há pessoas que simplesmente não sabem amar ou não querem amar.  Acham amor um fardo muito grande, pesado, sofrido e arriscado demais. Direito delas??? Daqueles que não amam, há dois tipos.

O primeiro deles é aquele que já amou antes. Geralmente, esses são do tipo que se jogaram de cabeça, deram mais do que deveriam dar, colocaram o outro num pedestal. E, fatalmente, se decepcionaram. Porque o amor tem dessas coisas, é preciso estar preparado pra cair. Cair de cara. É como o artista que, depois do auge, tem que estar preparado para despencar. Poucos tem o privilégio de se manterem no topo durante a vida toda, o universo, geralmente não permite. Tem que haver espaço para os novos, para os iniciantes, para os cheios de motivação. E aí, é preciso se contentar com os 5 minutos de fama. Ou morrer de dor. Esse tipo dos não amantes aos quais me referia, provavelmente morreram de dor. Amaram demais e não estavam prontos para a queda, não aguentaram sentir o prazer dos cinco minutos de amor e ter que abdicar disso. E, decidiram então, não amar mais.

Oferecem seu perdão, tentam novamente mas com moderação e muita restrição, isso não ajuda na mudança, não ajuda no crescimento e não ajuda você a voltar a amar incondicionalmente o trauma e o medo de sofrer novamente só faz com você, exatamente o que você tem medo, por que ninguém tenta uma vida inteira ser amado, como ninguém tem uma vida inteira amar. Faça o balanço de como tem levado seu relacionamento. Salve-o enquanto possível. Amor em sua grande maioria é fortalecido na troca.

Há também os que já sacaram que essa coisa de amor não era para o bico deles. Viram, observaram, refletiram. E decidiram fazer outra coisa da vida que não fosse amar. Respeitável. Só que, não querer amar, não implica em não se envolver em relações pessoais. Relações, digo, no sentido original da palavra. Porque, nesse sentido, a partir do momento em que você começa uma conversa com alguém, está se relacionando com a pessoa. Os não amantes dessa categoria, geralmente gostam de se relacionar, mas não querem amar. Param sempre antes desse ponto. E machucam, mesmo que sem intenção. Porque, acredito eu, que a maioria deles não tenha intenção de sair por aí magoando pessoas, mas é que é difícil encontrar pessoas do mesmo time, que querem apenas viver o lado bom dos relacionamentos que vem antes do amor. Difícil recriminar os que fazem essa escolha. Porque, como disse antes, o amor pesa, machuca, exige, dilacera. E tem um lado bom que da pra viver sem necessariamente amar. Boa companhia, é uma delas como é bom ter alguém pra acompanhar os momentos bons da vida, afinal, as experiências, quando vividas sozinhas, perdem um pouco da graça. A graça maior está em compartilhar. E, pra isso, não é preciso amor. Sexo é outra coisa. Por que, por mais que confundam, sexo bom não é aquele feito necessariamente com amor sexo bom, requer intimidade. Não me julguem por essa afirmação, de fato na hora do sexo precisamos de intimidade entrega total, sentir que naquele momento nos tornamos uma só carne, é feita uma ligação eterna entre os dois corpos, e magico é lindo, é inesquecível. Mas ele pode ser feito sem amor, com certeza. Existem casos que são encarados naturalmente e outros casos em que infringi princípios religiosos, ambos devem ser respeitados e não quero entrar no mérito dessa questão. Voltando. Até pra dormir de conchinha, não precisa amar, todos sabem disso mas é um escândalo abordar esse assunto dessa forma, se falando assim é liberar todo mundo pra dormir de conchinha, não é bem assim, existe muito sentimento e intimidade pra isso, não “sexualize” essa afirmação. Basta ter um outro corpo, aconchegante, fazendo o encaixe e trocando calor. E tem pessoas que, simplesmente, fizeram essa escolha. Recriminá-los, seria como recriminar aqueles que escolheram não ter filhos ou continuar morando com os pais depois de velho. É uma escolha pessoal.

Se as pessoas não recriminassem tanto os que não querem amar, poderiam obter deles uma relação proveitosa e até feliz, mesmo sem amor. Mas, como não se pode falar, que não se quer amar, os que fizeram essa escolha geralmente não se abrem, vão indo nos relacionamentos até que, quando percebem que o amor vem surgindo, somem, desaparecem, inventam qualquer desculpa  do tipo "estou indo pro Japão a trabalho." E colecionam filas de corações quebrados, de lamentações, de questionamentos do tipo “o que eu fiz de errado”. Na verdade, você não fez nada de errado. Apenas, descobriu tarde que as intenções de vocês não batiam. É como o cara que é louco por filhos mas que se envolve com uma mulher que quer ter 10 cachorros invés de pupilos correndo pela casa. Nada de errado, apenas conflito de interesses.
Mas como na vida o livre arbítrio é sempre defendido  mesmo que nem sempre, respeitado  me reservo o direito de dizer que acho que a vida vale muito mais a pena quando existe amor.

Amor daqueles quentinhos, de aconchego, de conforto. Sou um viciado em amor. Amo pessoas que nem conheço. Amo cachorros de raça (Deixo claro, é uma escolha minha fazer acepção de cachorros vira-latas, me desculpem). Amo fotografias e os registros que podemos fazer com ela. Amo, porque sou viciado nos efeitos que só um amor, daqueles bem profundos, propiciam. Já cai, chorei, morri de dor por amores. Mas, no final, sempre achei que o sofrimento valeu a pena. Obviamente, não no calor da dor, naqueles dias em que se acha que tudo está acabado e quando o próximo sorriso parece ser a coisa mais utópica do mundo. Mas ele sempre vem. E, junto com o retorno do sorriso, vem sempre a vontade de amar de novo – porque, quem sente uma vez, dificilmente consegue largar o vício. Existem os casos em que fui eu que causei a dor e nesse caso mais específico, estou do outro lado, é impossível quem percebe que fez alguém sofrer ignorar totalmente o que a outra pessoa sente, mas de uma coisa você pode ter certeza, se optar em consertar, sua vida nunca mais será a mesma, exceto os casos em que há um perdão genuíno e uma nova história é construída. Independente de sua escolha, saiba que eu a respeito, mas a minha opção ainda é amar. Até quando? Sei lá.



Diogo Hamlet